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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

curso de teatro sao paulo

O Curso de Formação de Menestréis é baseado no Método desenvolvido pelo cantor e compositor Oswaldo Montenegro, para ser utilizado na preparação de elencos de peças de teatro musical.

Através do Método, cujo foco é baseado no reflexo e na capacidade intuitiva do elenco, os atores não têm compromisso com o acerto e sim com a história; um compromisso em ser verdadeiro, autêntico.




Dentro desta afirmação, o Método trabalha o resgate da capacidade do homem de pensar sem pensar, agir por seu intuitivo ou para melhor exemplificar, fazer como o Arqueiro Zen, que atira sua flecha no alvo sem mirar, deixando apenas que sua “inspiração” libere a flecha na hora exata para acertar o alvo.



Ao aplicarmos esse curso em escolas, clubes, associações, empresas, etc..., utilizamos instalações já existentes como salas de aula, auditórios, pátios, e outros, adaptando-os às nossas necessidades, buscando ao máximo aproximá-los da realidade de um teatro, uma vez que o Método foi desenvolvido a partir do trabalho com elencos de peças de teatro.



O curso se destina a profissionais de todas as áreas, uma vez que tem como objetivos a recuperação do reflexo, o resgate da capacidade intuitiva e o aumento das percepções de cada aluno.


rituaisdaalegria


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

teatro se esquecer sera o seu fim

Oportunidades

O teatro no desenvolvimento oferece uma forma criativa de você se encaixar com a comunidade local ou o grupo-alvo e aprender com eles.
Passe algum tempo pesquisando questões culturais locais: fale com as pessoas, inclusive líderes comunitários e religiosos, ONGs, artistas, artesãos, narradores de estórias, jovens e pessoas idosas. Inclua algumas das idéias destas pessoas no trabalho, de maneira que este seja local e novo.

Avaliação

Reserve tempo e recursos para a avaliação. Lembre-se de que muitas mudanças ocorrem muito tempo depois de o trabalho estar terminado. Poderemos descobrir mais tarde o que aconteceu como resultado?

Dia Mundial do Teatro



Como as mudanças nas atitudes e na prática serão medidas? Podemos medi-las de forma criativa, por exemplo, usando desenhos, mapeamento, diários dos participantes ou vídeos?

Reúna estórias sobre o impacto do teatro sobre as pessoas, suas famílias e comunidades. O teatro pode afetá-los de forma emocional, financeira, social e política. Seria possível fazer um acompanhamento de quatro ou cinco pessoas antes, durante e depois da peça?

Planejamento

O que estamos procurando alcançar? Por que a inclusão da cultura local poderia ser uma forma eficaz de alcançá-lo?

Quais são nossos problemas e preocupações principais? Quais são os fatores culturais que os afetam? Estes poderiam ser questões tais como práticas tradicionais, o clima, atitudes, tabus e métodos de comunicação locais.

Uso da cultura local

Como podemos incluir a cultura local no nosso uso do teatro?

* Como as pessoas vivem, se cumprimentam, se vestem, brincam umas com as outras?
* Podemos incluir formas culturais como a dança, estórias, jogos, música ou imagens visuais? Que problemas poderia haver no uso destes?
* Como podemos usar atividades culturais para incentivar uma participação animada e a comunicação?

Teatro Municipal de São Paulo



Lembre-se de que alguns grupos podem não ser capazes de participar em certas formas de atividade criativa, tais como a dança ou a música. Nossa atividade permitiria a todos participarem, ou algumas pessoas se sentiriam deixadas de fora?

Como o programa pode ser adaptado para assegurar que todos possam ser incluídos? Por exemplo, deveríamos realizar apresentações separadas para as mulheres ou para classes sociais diferentes?

Administração

Quem supervisionará o trabalho teatral? Que experiência eles possuem em combinar questões culturais com questões de desenvolvimento? Que pessoas da comunidade poderiam dar conselhos?

Quem monitorizará nosso progresso e nossas atividades? Há alguém na comunidade ou na ONG local que possa ajudar com isto? Como podemos assegurar que as atividades representem os valores da nossa organização, da nossa igreja ou do nosso doador?

Teatro de Rua


Os participantes estarão seguros?


Seja flexível: os processos criativos freqüentemente têm resultados inesperados!

Como o trabalho será acompanhado?


Compilado por Helen Gould, Coordenadora da Creative Exchange, uma rede de 170 organizações e profissionais em 26 países, que estão usando a arte e a cultura para a mudança social. Creative Exchange Business Office 1 East London Centre 64 Broadway, Stratford London E15 1NT Reino Unido E-mail: info@creativexchange.org Web: www.creativexchange.org


fonte:http://tilz.tearfund.org/Portugues


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

quem nao ama nao mata

QUEM NÃO AMA NÃO MATA.

por Claudio Simões

PERSONAGENS (por ordem alfabética)
BETH - psicóloga

CÂNDIDA - advogada

JÚLIA - decoradora

JULIANO - advogado

LUCINHA - secretária

ZÉ - operário

Cena 1 - CHÁCARA FELICIDADE


BETH - O que é que está acontecendo aqui?
JULIANO - Isto, eu pergunto.
BETH - Essa chácara não é sua?
JULIANO - Não. Pensei que fosse sua.
BETH - Peraí. Nós recebemos um fax seu.
JULIANO - Eu não mandei nada.
BETH - Tá aqui: "Reunião, sem falta, hoje, doze de junho"... Ainda especificou a data! Doze de junho.
LUCINHA - Dia dos namorados.
BETH - ... "quatro horas da tarde, na Chácara Felicidade." E um mapa, pra achar o caminho.
JULIANO - Recebi um fax igual. (Mostra.) Alguém queria nos reunir aqui.
BETH - Quem?
LUCINHA - Alguém que descobriu nossas intenções.
JULIANO - Será?
LUCINHA - O tubo... Ficou aberto...
BETH - Então, foi isso! Alguém ouviu tudo e resolveu nos reunir numa chácara abandonada, longe de tudo, perfeita para...
LUCINHA - Uma cilada! Alguém quer nos matar, é isso?
BETH - Eu vou embora.
JULIANO - Eu acho melhor a gente ficar.
BETH - E esperar seo Lobo chegar e comer Chapeuzinho Vermelho? Não mesmo!
JULIANO - Nós não sabemos quem tramou tudo isso, mas temos fortes suspeitas, não temos? Se for mesmo uma cilada, poderemos nos defender melhor juntos.
BETH - Não sei se eu concordo muito com isso não.
JULIANO - Eu, por mim, prefiro esperar e ver o que vai acontecer. Que horas são?
LUCINHA - Já são quatro e vinte.
JULIANO - Quatro e vinte. Quem quer que seja, já deve estar chegando...
BETH - Não sei não. Eu estou com medo.
JULIANO - Então?
LUCINHA - Eu espero.
BETH - E se for só um susto? Se ninguém aparecer?
JULIANO - Esperamos até as cinco, certo?
BETH - Tudo bem.
LUCINHA - Dia dos namorados.
BETH - Chácara Felicidade... Que nome brega!




Cena 2 - RÁDIO


GONZAGA - "Gonzaga Dutra e a notícia!" Dia dos namorados sangrento! Foi descoberto, agora, no começo da noite, um corpo crivado de balas na Chácara Felicidade, na Estrada do Coco. Do local, fala Marilene Gonçalves.
MARILENE - Pois é, Gonzaga, temos ainda poucas informações. A polícia está tendo dificuldades para trabalhar porque a Chácara Felicidade está sem luz. As únicas informações que temos, até agora, são de que a vítima foi morta a tiros, aparentemente nada foi roubado, e que, junto ao corpo, foi encontrado um cartão com a seguinte mensagem: “Te amo para sempre.” Sem assinatura! A polícia pensa em crime passional. Gonzaga!
GONZAGA - É!... Dia dos namorados! Um belo dia para um crime passional. E, agora, para você que está aí, agarradinho, agarradinha, com seu amor, aquela canção: ...




Cena 3 - TRÊS AMBIENTES DISTINTOS


BETH (bêbada) - Pena de morte para os coelhinhos da páscoa!
JULIANO - Um crime.
LUCINHA - Eu não sei, ...
JULIANO - Quando Pablo chegou em casa e encontrou sua mulher com outro, nem pensou duas vezes.
BETH (cantando) - Coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?...
LUCINHA - Meu marido e eu sempre vivemos bem mas... Não era amor...
JULIANO - Sacou da furadeira, que era seu instrumento de trabalho, e investiu contra o amante da mulher.
LUCINHA - Pelo menos, não o que eu imaginava que seria amor...
BETH (cantando) - ... Um ovo, dois ovos, ... (Ri.) Dois ovos!
JULIANO - Só o bastante para assustar o outro.
LUCINHA - O que eu imaginava quando era adolescente.
JULIANO - Fugiu. Com as calças na mão. O outro.
BETH (cantando) - Eu sou a outra que o mundo difama... Três ovos assim.
JULIANO - A mulher ficou.
LUCINHA - Eu queria mais.
JULIANO - Enquanto ela pedia desculpas e tentava se justificar, Pablo pegava as malas.
LUCINHA - Um dia, eu não aguentei mais e falei: Eu quero mais, Zé.
BETH(cantando) - Existe a outra, existe a outra...
LUCINHA - Ele riu.
JULIANO - Ele riu e foi pra cozinha. Beber água, ele disse. Ela ficou na cama, nua, chorando.
BETH (cantando) - Coelhinho

JULIANO - Ele voltou com uma faca e matou a mulher. Depois, com a serra, que também era seu instrumento de trabalho, cortou a mulher em pedacinhos, embalou em sacos de lixo que tinha trazido da cozinha, botou nas malas e jogou no rio.
LUCINHA - Riu. Aí, eu lavei os pratos e fui dormir.
BETH - Eu... preciso mijar... (Sai.)
LUCINHA - Nem vi a novela.
JULIANO - Logo com a faca que, afinal de contas, era o instrumento de trabalho dela.




Cena 4 - RESIDÊNCIA DE JÚLIA E JULIANO


JÚLIA - Nossa! Você viu, no jornal, que crime horrível que teve nesta quinta?
JULIANO - Vi.
JÚLIA - Plena quinta feira santa! A quinta feira já é santa, não é?
JULIANO - Desde segunda é considerada santa, o povo é que não fala.



SEI QUE VOCE DEVE ESTÁ GOSTANDO,MAIS INFELISMENTE É MUITO EXTENSA,SE
VOCE QUISER PODE VISITAR O SITE: http://www.theatro.ocrocodilo.com.br/textos.html
QUE VAI ENCONTRAR O RESTO DESSA PEÇA E MUITO MAIS.

FONTE: http://www.theatro.ocrocodilo.com.br/textos.html


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